A pressão cada vez mais presente com o ritmo acelerado no ambiente profissional e o pouco tempo para o lazer
Movidos a reconhecimento, homens e mulheres se estressam e adoecem quando vêem que seus esforços não foram percebidos da forma como esperavam. E não apenas no ambiente profissional.
O desequilíbrio entre esforço e recompensa, objeto de estudo do sociólogo Johannes Siegrist, é apontado como um dos principais desencadeadores de estresse na atualidade.
Um dos mais premiados pesquisadores na área do estresse, o suíço Siegrist concluiu após 20 anos de pesquisas que os trabalhadores que se sentem mal remunerados ou não reconhecidos pelo chefe têm duas vezes mais chance de sofrer de males como estresse, ansiedade, depressão e até infarto.
Professor de sociologia médica e diretor do curso de pós-graduação em saúde pública da Universidade de Düsseldorf, na Alemanha, Siegrist afirma que os prejuízos decorrentes do desequilíbrio entre esforço e reconhecimento também podem ser observados em outros aspectos da vida, como a relação familiar, conjugal e escolar:
– Apesar de o estudo ser voltado para o ambiente de trabalho, incluindo atividades voluntárias, a relação entre esforço e recompensa está no dia a dia, em qualquer relação interpessoal.
Embora ainda seja subdimensionada por grande parte dos gestores, a necessidade de recompensa é um dos fatores mais valorizados mundialmente. A psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association (Isma-BR), avalia que ignorar a importância da recompensa traz prejuízos.
– A falta de valorização afeta a autoestima da pessoa, fazendo com que ela se torne o passivo agressivo. Também afeta a autoconfiança, a fazendo se sentir incompetente. Definitivamente, afeta o nível de motivação e satisfação – analisa.
Em alguns casos, a depressão se torna a evolução do estresse gerado pela falta de motivação no trabalho e nas relações pessoais. Ana Maria argumenta que o prejuízo ocorre tanto do lado da pessoa quanto da empresa. O funcionário tende a adoecer. Já para a empresa, o resultado é a falta de qualidade, erros e o surgimento do presenteísmo, quando o funcionário está presente fisicamente, mas emocionalmente distante.
Nem sempre tensão é negativa
Para fugir do mal moderno chamado estresse, especialistas orientam que as pessoas devem reservar tempo para atividades que consideram prazerosas. Mas nem sempre o estresse é negativo. O psiquiatra Sergio Cutin, membro da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, afirma que alguns contratempos servem para mostrar novos rumos e deixar uma lição.
– Nem sempre o estresse tem essa conotação negativa. Tudo vai depender da intensidade com que a pessoa sente a situação vivida. É isso que vai determinar se o fato vai fazer com que a pessoa repense atitudes ou vai evoluir ao nível de uma doença – avalia.
CINCO ALTERNATIVAS
1 Pratique exercícios físicos
- Para evitar o estresse, participe de atividades ligadas à saúde. Faça exercícios físicos, corra, caminhe, movimente-se.
- Além disso, alimente-se com comidas naturais e evite o consumo de bebidas alcoólicas e drogas.
- As atividades físicas ajudam a esquecer as preocupações diárias e ainda fazem bem à saúde, pois inibem as reações adversas causadas pelo estresse, como a perda de energia.
- A sensação de bem-estar gerada pelos exercícios será transmitida pelo cérebro para todos os órgãos do corpo.
2 Desacelere
- Faça menos coisas, assuma menos responsabilidades no dia a dia. Na vida corrida de hoje, as pessoas se ocupam além do ideal, o que gera uma sobrecarga. É importante identificar as fontes de estresse e fugir delas.
- Algumas vezes, a pessoa não consegue identificar de onde vem o estresse, o desconforto. Normalmente, provém da vida atribulada, do excesso de compromissos. O corpo precisa de descanso para recarregar energias.
3 Reserve momentos para o lazer
- As pessoas precisam se ocupar de atividades fora de sua rotina entre o trabalho e a casa, como dedicar-se a um hobby, a um trabalho voluntário ou sair com amigos. O ideal é ter um momento semanal ou diário, dependendo da possibilidade, para fazer algo de que se gosta.
- Algumas pessoas deixam de lado atividades das quais gostam por falta de tempo ou para economizar dinheiro. A orientação é realizar esses desejos, para que funcionem como uma válvula de escape. Ignorá-los pode significar doenças no futuro.
4 Não deixe tudo para a última hora
- Resolver problemas no prazo limite é grande fonte de estresse. O hábito brasileiro de deixar tudo para a última hora deve ser evitado com a programação das tarefas e compromissos.
- A palavra é organização, para que cada pessoa saiba seu tempo livre e a possibilidade de realizar ou não determinada atividade. É preciso, entretanto, não generalizar. Alterar completamente a rotina para fugir do estresse pode desencadeá-lo.
5 Tenha alguém em quem confiar
- Contra o estresse, é importante ter boas relações afetivas, ter alguém em quem confiar e que possa ajudar em caso de um problema mais sério. As pessoas precisam de confidentes, para que desabafem suas preocupações ou simplesmente conversem. Claro que não deve confiar em qualquer um, mas também não é preciso se isolar.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&edition=14939&
sábado, 26 de junho de 2010
Workaholic ou worklover?
"Profissionais que trabalham demais por que gostam do que fazem podem se tornar reféns da própria carreira"
Os Perfis e Como agem
Worklover
> É um apaixonado pelo trabalho.
> Costuma ter jornadas longas de trabalho, mas nem
percebe o tempo passar.
> Não abre mão dos momentos de lazer e descanso
com os amigos e com a família.
> A satisfação que tem no trabalho se estende para a
vida pessoal.
> Conhece bem as suas qualidades e as suas dificuldades,
por isso tem mais segurança para lidar com elas.
> Busca ajuda quando tem problemas no trabalho .
> Tem uma grande preocupação com a saúde e com a
qualidade de vida.
> Salário: para ele, é consequência do prazer que o trabalho lhe proporciona. Nem sempre é melhor remunerado do que os workaholics.
> Reconhecimento: tem mais autoestima, costuma vibrar com as suas conquistas
e ele próprio as reconhece, sem esperar pelo retorno dos gestores.
> Família: este profissional costuma compartilhar com a família as suas realizações profissionais. Não abre mão da convivência com os familiares e mantém-se participativo na vida dos filhos, apesar da sobrecarga de trabalho.
> Carga horária: costuma ultrapassar todos os dias o horário do expediente, trabalhando nos fins de semana, se necessário. Mas trabalha com tanto prazer que nem vê o tempo passar.
> Humor: chega ao trabalho bem-humorado, é um colega de trabalho mais animado, cumprimenta a todos.
Workaholic
> É viciado no trabalho.
> Para ele, o mundo gira em torno da carreira.
> Tem muita energia para o trabalho, mas não necessariamente
está satisfeito com ele.
> Em sua agenda, não há tempo suficiente para as relações
de amizade e familiares.
> Raramente se permite tirar férias e, quando está de folga, não consegue se desligar do trabalho.
> Se a vida profissional vai mal, ele sofre e fica suscetível a desenvolver depressão e somatizar outras doenças, como gastrite, hipertensão, insônia, doenças cardiovasculares e outras doenças de origem física e psíquica.
> Salário: para ele, é consequência da dedicação (e até do sofrimento) que o trabalho lhe proporciona. Costuma ser melhor remunerado do que os worklovers.
> Reconhecimento: faz questão do reconhecimento por parte dos gestores. Mas
não vibra com as conquistas, pois ele as vê como parte do trabalho.
> Família: chega em casa cansado após uma jornada de trabalho e, por isso,
nem sempre tem muita paciência com a família. Muitas vezes, deixa de acompanhar a
rotina dos filhos em nome da vida profissional.
> Carga horária: costuma ultrapassar todos os dias o horário do expediente, trabalhando nos fins de semana, se necessário. A longa jornada de trabalho é consequência da sobrecarga que impõe a si mesmo.
> Humor: não tem muito senso de humor durante o expediente. Assim que chega
ao trabalho, inicia as atividades imediatamente.
Fontes: Simoni Missel, psicóloga e sócia-diretora da Missel Capacitação Empresarial, Lígia Silveira, vice-presidente de eventos científicos da
Associação Brasileira de Recursos Humanos no Estado (ABRH/RS), e Silvia Osso, psicóloga.
Saiba mais sobre o assunto e faça o teste para saber onde você se encaixa..!
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2950280.xml&template=3898.dwt&edition=14969§ion=1031
"Profissionais que trabalham demais por que gostam do que fazem podem se tornar reféns da própria carreira"
Os Perfis e Como agem
Worklover
> É um apaixonado pelo trabalho.
> Costuma ter jornadas longas de trabalho, mas nem
percebe o tempo passar.
> Não abre mão dos momentos de lazer e descanso
com os amigos e com a família.
> A satisfação que tem no trabalho se estende para a
vida pessoal.
> Conhece bem as suas qualidades e as suas dificuldades,
por isso tem mais segurança para lidar com elas.
> Busca ajuda quando tem problemas no trabalho .
> Tem uma grande preocupação com a saúde e com a
qualidade de vida.
> Salário: para ele, é consequência do prazer que o trabalho lhe proporciona. Nem sempre é melhor remunerado do que os workaholics.
> Reconhecimento: tem mais autoestima, costuma vibrar com as suas conquistas
e ele próprio as reconhece, sem esperar pelo retorno dos gestores.
> Família: este profissional costuma compartilhar com a família as suas realizações profissionais. Não abre mão da convivência com os familiares e mantém-se participativo na vida dos filhos, apesar da sobrecarga de trabalho.
> Carga horária: costuma ultrapassar todos os dias o horário do expediente, trabalhando nos fins de semana, se necessário. Mas trabalha com tanto prazer que nem vê o tempo passar.
> Humor: chega ao trabalho bem-humorado, é um colega de trabalho mais animado, cumprimenta a todos.
Workaholic
> É viciado no trabalho.
> Para ele, o mundo gira em torno da carreira.
> Tem muita energia para o trabalho, mas não necessariamente
está satisfeito com ele.
> Em sua agenda, não há tempo suficiente para as relações
de amizade e familiares.
> Raramente se permite tirar férias e, quando está de folga, não consegue se desligar do trabalho.
> Se a vida profissional vai mal, ele sofre e fica suscetível a desenvolver depressão e somatizar outras doenças, como gastrite, hipertensão, insônia, doenças cardiovasculares e outras doenças de origem física e psíquica.
> Salário: para ele, é consequência da dedicação (e até do sofrimento) que o trabalho lhe proporciona. Costuma ser melhor remunerado do que os worklovers.
> Reconhecimento: faz questão do reconhecimento por parte dos gestores. Mas
não vibra com as conquistas, pois ele as vê como parte do trabalho.
> Família: chega em casa cansado após uma jornada de trabalho e, por isso,
nem sempre tem muita paciência com a família. Muitas vezes, deixa de acompanhar a
rotina dos filhos em nome da vida profissional.
> Carga horária: costuma ultrapassar todos os dias o horário do expediente, trabalhando nos fins de semana, se necessário. A longa jornada de trabalho é consequência da sobrecarga que impõe a si mesmo.
> Humor: não tem muito senso de humor durante o expediente. Assim que chega
ao trabalho, inicia as atividades imediatamente.
Fontes: Simoni Missel, psicóloga e sócia-diretora da Missel Capacitação Empresarial, Lígia Silveira, vice-presidente de eventos científicos da
Associação Brasileira de Recursos Humanos no Estado (ABRH/RS), e Silvia Osso, psicóloga.
Saiba mais sobre o assunto e faça o teste para saber onde você se encaixa..!
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